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Deventter: rock progressivo e o grito de quem faz música

A banda Deventter é uma banda de rock progressivo que, apesar de ser campineira, surgiu em Minas Gerais, conforme conta o vocalista Felipe Schaffer, que sequer estava presente no momento de formação da banda, já que ele se juntou ao grupo quando o projeto do primeiro CD já estava acontecendo. “Antes mesmo de pisar no palco eu já entrei em estúdio com a banda”, conta. As músicas autorais da banda, que já reverberam pelos palcos campineiros há quase dez anos, estão divididas em três CDs: “The 7th Dimension”, “Lead...on”, e o recém lançado “Empty Set”, já disponível para download no site oficial. A banda é formada também pelos membros Hugo Bertolacini (teclado), Danilo Pilla (guitarra), Leonardo Milani (baixo) e Caio Teixeira (percussão). 

Fábriccca entrevista o vocalista da Deventter, maior banda campineira de metal progressivo

 

 

 

 

O novo álbum faz uma crítica ao vazio do senso crítico das pessoas.Um dos temas conversados com Felipe foi sobre a cena musical de Campinas, onde está inserida a Deventter. “Existe muita saída de bandas cover, mas acredito que isso esteja mudando e que as pessoas estejam procurando mais trabalhos autorais”. No entanto, ele acredita que as pessoas estejam vendo menos as bandas nacionais, lembrando que há pouco espaço para as bandas na cidade. “O problema de Campinas está na divulgação, porque banda de qualidade a gente tem”.

O vocalista lembra que a produção musical da banda é resultado de uma série de influências que carregam a banda. “Tudo o que a gente produz é resultado daquilo que a gente é, daquilo que a gente vive e experimenta, não só musicalmente, mas culturalmente e socialmente”. Literatura e cinema estão entre as influências da banda, mas Felipe elenca também as bandas que influenciam a Deventter: Dream Theater, Alice in Chains, Pink Floyd, Nine Inch Nails. “No começo tínhamos muita influência do rock progressivo, mas com o tempo vamos acrescentando mais elementos”. Ele analisa que a banda vai ficando cada vez mais unificada conforme ganha experiência. “A coisa vai deixando de ser uma mistura para se tornar um grito nosso”, completa o vocalista, que destaca como a temática política das letras do novo CD são muito mais da Deventter que do rock progressivo. “Quanto mais conseguirmos fugir do que é padrão e senso comum, melhor vai ser”.

 

Se a banda começou em Minas, talvez seja uma brincadeira do destino o fato de que o momento mais emocionante da trajetória também tenha ocorrido por lá em 2008, quando a banda fez o show de abertura para o Dream Theater em Belo Horizonte.

 

Felipe conta ainda mais detalhes no vídeo, que você pode assistir no TV Fábriccca #01.

Hugo, Danilo, Felipe, Leonardo e Caio

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